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Gratinado de atum a marialva jantar de forno cremoso com batata e maionese

Travessa de bacalhau com natas acabado de sair do forno, rodeada por pratos de batatas e salada.

Entre a correria do fim do dia, este gratinado de atum à Marialva desenrasca: atum + batata + um creme (com maionese), tudo num só tabuleiro - cremoso por dentro e dourado por cima. No dia seguinte costuma ficar mais firme e fácil de cortar.

Guarda sempre no frigorífico (idealmente 0–4 °C; até 5 °C é o limite “seguro” em muitas casas) e consome, regra geral, em 1–2 dias. Arrefece rápido (não deixes mais de 2 horas fora) e, ao reaquecer, aquece até ficar bem fumegante no centro (se tiveres termómetro: ~75 °C). Se sobrar atum em lata aberto, passa para uma caixa (não guardes na lata).

O que é, afinal, “atum à Marialva” (e porque resulta no forno)

Em muitas casas, “à Marialva” virou atalho para atum ligado por um creme (muitas vezes maionese), com batata e, por vezes, ovo. No forno, ganha o que interessa: aquece de forma uniforme, cria crosta por cima e mantém o interior húmido.

A base é simples (atum + batata). O equilíbrio é que manda: alguma gordura (maionese/queijo) + um “corte” ácido (limão/vinagre/pickles) para não ficar enjoativo - especialmente se usares atum em óleo.

Ingredientes base (sem complicar)

A ideia é montar um tabuleiro com corpo, proteína, um molho que una e um toque ácido para “acordar”.

  • Batata cozida em rodelas ou cubos (1–2 cm para aguentar o forno)
  • Atum em lata bem escorrido (em água fica mais leve; em óleo fica mais saboroso)
  • Cebola e alho (ou só cebola)
  • Maionese (a de compra costuma ser mais estável no forno; se for caseira, prefere ovos pasteurizados)
  • Ovos cozidos (opcional, mas clássico)
  • Queijo para gratinar (ou pão ralado)
  • Limão/vinagre, pimenta, salsa (ou coentros); mostarda ou pickles (opcional)

Para ficar mais “molhadinho”, junta um pouco de leite, iogurte ou água da cozedura da batata. Para aliviar sem perder cremosidade, resulta bem 50/50 maionese + iogurte natural (se usares iogurte grego/skyr, talvez precises de mais líquido).

O truque humilde para um gratinado mesmo cremoso

Maionese pura pode ficar pesada e, por vezes, com textura menos lisa no forno. Em vez disso, transforma-a num molho “a sério” antes de ir ao tabuleiro:

  • maionese + sumo de limão (ou vinagre)
  • 2–4 colheres de sopa de líquido (leite, iogurte ou água da batata)
  • pimenta e ervas

O molho deve ficar cremoso, mas fluido o suficiente para cobrir bem as batatas (se ficar em “pasta”, no forno seca nas bordas). Ajusta o sal no fim: atum, queijo e pickles já trazem sal.

O objetivo não é “camuflar” o atum; é mantê-lo suculento e bem ligado à batata.

Passo a passo: como montar o tabuleiro em 30–40 minutos

Fica especialmente bem com batata já cozida (ou sobras). Se começares do zero, soma mais 15–20 minutos para cozer a batata. Usa um tabuleiro médio (ex.: ~20×30 cm) e pré-aquece o forno.

  1. Coze as batatas em água e sal até macias, mas firmes (a faca entra sem esfarelar). Escorre e deixa repousar 5 minutos para largarem vapor (ajuda a não “aguarem” o gratinado).
  2. Refoga a cebola em azeite até ficar translúcida; junta o alho no fim (30–60 s). Se quiseres, acrescenta um pouco de tomate/polpa para dar acidez.
  3. Junta o atum bem escorrido, envolve e tempera com pimenta e umas gotas de limão. É só aquecer e perfumar - se cozinhares demais, fica seco.
  4. Faz o molho (maionese + ácido + líquido + ervas). Deve “cair” da colher.
  5. Monta em camadas num tabuleiro untado: batata + atum/cebola + ovo (opcional) + batata.
  6. Cobre com o molho (chega às bordas) e termina com queijo ralado (ou pão ralado com um fio de azeite).
  7. Forno: 200 °C (ou 180 °C ventilado) por 15–20 min, até borbulhar nas bordas e dourar. Para mais cor, grill 2–3 min no fim (sem perder de vista).

Deixa repousar 5–10 minutos antes de servir: assenta, corta melhor e não “alaga” o prato.

Ajustes rápidos para o teu gosto (e para o que há em casa)

Mantém a estrutura (base + atum + molho + crosta) e muda só 1–2 coisas.

  • Mais fresco: milho, ervilhas, pimento assado ou raspa de limão no molho
  • Mais intenso: azeitonas, pickles picados e 1 c. chá de mostarda
  • Mais leve: metade maionese, metade iogurte; pouco queijo só por cima
  • Mais rico: um pouco de béchamel no molho (costuma congelar melhor do que maionese pura)
  • Sem queijo: pão ralado + alho em pó + azeite para crosta estaladiça

Legumes cozidos (brócolos, feijão-verde, cenoura) funcionam muito bem, mas bem escorridos. Se entrar água no tabuleiro, em vez de gratinar vai “cozer”.

Erros comuns (e como evitá-los)

  • Batata demasiado cozida: desfaz-se e vira puré. Coze “no ponto” e corta em peças maiores.
  • Atum mal escorrido: larga líquido/óleo e o molho separa. Escorre bem (e desfaz só o necessário).
  • Molho espesso demais: seca e fica pesado. Afina com ácido + 2–4 colheres de líquido.
  • Forno sem calor/preaquecimento: não doura, só aquece. Dá-lhe calor forte; se o forno for fraco, termina com grill (com atenção).
  • Segurança/qualidade: arrefece depressa, guarda frio e reaquece até ao centro ficar bem quente.

Quantidades orientativas (para 4 pessoas)

Ingrediente Quantidade Nota
Batata 800 g – 1 kg Cozida e cortada
Atum 3 latas Bem escorrido
Maionese 200–250 g Ajusta com limão e leite/iogurte

Para servir (sem inventar muito)

Fica ótimo com algo verde e ácido para cortar a cremosidade: salada de alface, cebola roxa e vinagre.

Se quiseres fazer render, serve com:

  • salada de tomate com orégãos
  • legumes salteados rápidos (espinafres, courgette)
  • sopa leve antes (legumes ou caldo verde mais “magro”)

FAQ:

  • Posso preparar com antecedência e levar ao forno mais tarde? Sim. Monta, tapa e guarda no frigorífico até 24 horas. Antes de ir ao forno, deixa 10 minutos fora e conta com mais 5–10 minutos para aquecer bem até ao centro.
  • Dá para congelar? Dá, mas a maionese pode mudar a textura ao descongelar (pode ficar mais granulada/separar). Para melhores resultados, usa parte béchamel ou um iogurte mais espesso e gratina no dia de servir.
  • Que atum fica melhor: em óleo ou em água? Ambos. Em água fica mais leve; em óleo dá mais sabor. Em qualquer caso, escorre muito bem (e prova antes de salgar).
  • Posso trocar a batata por outro ingrediente? Sim: batata-doce (mais adocicada) ou massa curta cozida al dente. Mantém a lógica: base + atum + molho + crosta.
  • Como evitar que fique seco? Molho bem afinado + forno só até borbulhar e dourar. Se passar do ponto, seca e pode separar.

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