Porque esta tarte fica pronta mesmo em 40 minutos
Fica rápida por duas escolhas que cortam tempo sem perder textura:
- Forno bem quente + pré-cozedura do folhado: seca a base antes do creme, evitando fundo “encharcado”.
- Creme no tacho: o amido engrossa em minutos; no forno é sobretudo para dourar e acertar o ponto.
Regra prática: bordas firmes + centro a tremer. O creme termina de assentar fora do forno (se esperar que fique duro lá dentro, tende a ficar mais seco).
Ingredientes (o essencial e o que faz diferença)
Para 1 tarte (forma de 22–24 cm):
- 1 placa de massa folhada (rectangular ou redonda), bem fria
- 500 ml de leite gordo
- 200 ml de natas (opcional; pode trocar por mais leite)
- 6 gemas
- 120 g de açúcar
- 35 g de amido de milho (maisena)
- 1 casca de limão (sem parte branca) ou 1 tira de casca de laranja
- 1 pau de canela (ou 1/2 c. chá de canela para o creme)
- 1 pitada de sal
- Canela em pó para polvilhar no fim
Ajustes úteis (sem complicar):
- Mais “creme a escorrer”: 30 g de amido e retire do lume assim que engrossar e borbulhar.
- Fatia mais firme: 35 g de amido + mais tempo de arrefecimento antes de cortar.
- Forno ventilado: muitas vezes compensa baixar 10–20 ºC (doura mais depressa).
- A forma conta: metal mais pesado coze de forma mais uniforme; alumínio fino doura rápido (vigie para não queimar as bordas).
O plano de 40 minutos (sem correrias)
Para ganhar tempo, faça em paralelo:
- 0–5 min: pré-aquecer forno + forrar a forma
- 5–17 min: pré-cozer a base
- enquanto a base coze: creme no tacho (10–12 min)
- final: encher + forno 10–12 min para dourar
Dica rápida: deixe já o papel vegetal e os “pesos” (feijão/arroz) prontos ao lado do forno.
Método passo a passo: folhado estaladiço, creme sem grumos
1) Aqueça o forno e prepare a forma
Forno a 220–230 ºC (sem ventilação, se possível). Forre a forma com a massa folhada bem fria; se amolecer, volte 5–10 min ao frigorífico. Pique o fundo e mantenha no frio enquanto o forno aquece a sério.
Evite esticar a massa ao forrar (encolhe mais no forno).
2) Pré-coza a base (o truque para evitar tarte “molhada”)
Cubra com papel vegetal e pese com feijões secos/arroz. Asse 10–12 min, até as bordas começarem a ganhar cor e o fundo parecer seco.
Retire pesos e papel e volte ao forno 2 min para secar mesmo. Se fizer bolhas, pique e continue.
3) Faça o creme no tacho (liso e no ponto)
No tacho ainda frio, misture açúcar, amido e sal. Junte um pouco de leite e mexa até ficar liso; depois adicione o restante leite, as natas, a casca e a canela.
Leve a lume médio, mexendo sempre (varinha de arames ajuda), até engrossar. Quando começar a borbulhar, mantenha 30–60 s e retire do lume. Este tempo ajuda o amido a estabilizar (menos risco de “aguado” depois).
Deixe repousar 2 min e retire casca e canela.
4) Incorpore as gemas (sem talhar)
Bata as gemas. Junte 2–3 colheres do creme quente às gemas, mexendo (temperar), e depois verta para o tacho.
Volte ao lume por ~30 s, só para uniformizar: nesta fase evite fervura forte (é o que mais talha).
5) Encha, asse e procure o “treme-treme”
Verta o creme na base pré-cozida. Asse 10–12 min, até haver manchas douradas e o centro ainda tremer ao abanar a forma.
Arrefeça 15–20 min antes de cortar (ou mais, para fatias mais direitas). Polvilhe com canela.
Nota prática: se o topo doura e o centro ainda está muito líquido, desça para uma grelha mais baixa e dê mais 2–3 min (mais calor de baixo firma melhor). Ao arrefecer, deixe sobre grelha para não criar condensação por baixo.
Erros comuns (e como corrigir sem estragar)
A base ficou húmida por baixo
Normalmente é forno pouco quente ou pré-cozedura curta. Da próxima, aqueça bem e some mais 2–3 min sem pesos. Para salvar, volte a tarte 3–5 min ao forno na grelha mais baixa.O creme ficou com grumos
Amido mal dissolvido ou lume alto demais. Coe (ou use a varinha por segundos) antes de juntar as gemas.O creme talhou depois de juntar gemas
O creme estava quente demais ou voltou a ferver forte. Tire do lume e bata com força; se preciso, varinha mágica por instantes até alisar (e depois não deixe ferver).Topo pálido, sem “pintas”
Suba a grelha nos últimos 1–2 min ou use grill muito curto, sempre a vigiar (dá a volta num instante).
Variações rápidas (sem perder o espírito do pastel de nata)
- Mais canela no creme: 1/2 c. chá no fim, fora do lume (aroma mais “limpo”).
- Toque de baunilha: 1 c. chá de extracto no final.
- Versão mais leve: só leite (700 ml) e açúcar a 100 g.
- Mini-tartes: formas pequenas, menos tempo após encher (6–9 min), forno bem quente e atenção ao dourado.
Para servir: quente, morna ou fria?
Morna costuma ser o melhor ponto: o folhado ainda estala e o creme fica sedoso. Fria corta melhor e transporta-se mais facilmente. Quente, o creme está mais instável e desfaz-se com facilidade.
Sobras: frigorífico, bem tapada, idealmente 1–2 dias. Por segurança alimentar, evite deixar creme com ovo mais de 2 horas à temperatura ambiente. Para recuperar o estaladiço, aqueça 5–8 min a 180 ºC (micro-ondas amolece o folhado).
FAQ:
- Posso fazer o creme com antecedência? Pode, mas tende a ficar melhor no próprio dia. Guarde com película a tocar no creme; para usar, aqueça muito suavemente, mexendo, só até voltar a ficar liso.
- Dá para usar massa quebrada em vez de folhada? Dá, mas perde o estaladiço. Pré-coza na mesma e use 200–210 ºC para não secar demasiado o creme.
- Posso substituir o amido por farinha? Pode (cerca de 50 g), mas fica mais pesado e menos brilhante; dissolva muito bem para não ganhar sabor a farinha crua.
- Como sei que está no ponto sem a queimar? Bordas firmes, centro a tremer e manchas douradas. Se ganhar cor cedo, cubra levemente com alumínio.
- Congela bem? Muitas vezes não: o creme pode libertar água e o folhado perde crocância. Se tiver de ser, congele em fatias e reaqueça no forno (não no micro-ondas).
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