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O truque para fazer um coque elegante em menos de um minuto

Mulher de costas com cabelo molhado a ser preso por outra pessoa em frente a um lavatório de casa de banho com plantas.

A notificação aparece mesmo quando estás prestes a sair de casa: “Reunião antecipada para daqui a 5 minutos.” O teu cabelo ainda está algures entre “dormi em cima dele” e “desisti”. Apanhas o teu reflexo no espelho do corredor e pensas, não pela primeira vez, que o teu coque nunca fica como os das raparigas no Pinterest. Demasiado solto, demasiado apertado, demasiado despenteado-mas-não-de-propósito. Pegas num elástico, enrolas o cabelo três vezes, e acabas com aquele botãozinho triste na parte de trás da cabeça.

Suspiras, tiras tudo, e pegas numa mola tipo garra de que nem sequer gostas.

Há uma razão para algumas mulheres parecerem imediatamente impecáveis com quase nenhum esforço.

A verdadeira razão pela qual o teu coque nunca parece “chique”

Entra em qualquer carruagem de metro às 8:30 da manhã e podes jogar um jogo silencioso de “encontra o coque apressado”. Vais vê-los: cabelo puxado para trás a direito, elástico a estrangular as pontas, madeixas aleatórias a espetar como antenas. A intenção é boa. O resultado é… mais modo sobrevivência do que chique à francesa.

A parte engraçada é que a diferença entre um coque cansado e um coque polido raramente está nos produtos ou no comprimento do cabelo.

Imagina a Emma, 29, que jura que é “péssima com cabelo”. Tem cabelo médio-longo, ligeiramente ondulado, e o seu truque de eleição é o clássico coque torce-e-enrola que fica descaído ao meio-dia. Numa manhã antes do trabalho, experimenta um truque diferente que uma amiga lhe mostrou num brunch: faz um rabo-de-cavalo baixo, dobra o cabelo ao meio, torce uma vez, prende a base, e deixa as pontas abrirem suavemente.

Cronometra no telemóvel: 42 segundos. Envia uma selfie para o grupo. Toda a gente acha que ela foi a um salão de brushing.

O que mudou não foram dedos mágicos nem talento escondido. Foi estrutura. A maioria dos coques feitos à pressa falha porque é construída como um pensamento tardio: sem âncora, sem direcção, sem equilíbrio entre apertado e solto. O cabelo é tratado como uma corda para enrolar, em vez de um tecido para cair.

Quando começas a pensar no teu coque como uma peça de roupa que “ajustas” ao teu rosto, tudo encaixa. A forma favorece-te, o volume cai no sítio certo, e de repente aquele gesto de 40 segundos parece intencional.

O truque do coque chique em 45 segundos, passo a passo

Aqui vai o truque que os cabeleireiros usam discretamente em sessões fotográficas quando há três modelos à espera e só resta uma lata de laca. Começa com o cabelo escovado ou desembaraçado com os dedos, idealmente com um pouco de textura do styling de ontem ou uma nuvem de champô seco. Junta o cabelo num rabo-de-cavalo baixo ou a meio com os dedos, não com uma escova. Pára assim que o teu rosto parecer suavemente levantado, não puxado para trás.

Prende uma vez com um elástico e, na segunda volta, pára a meio para ficares com uma “argola” dobrada e pontas soltas.

Agora vem a parte chique. Pega nessa argola dobrada e torce-a suavemente apenas uma vez, para o lado, de forma a assentar contra a cabeça como um rolo macio em vez de um nó apertado. Coloca dois ganchos cruzados em X na base da torção. Deixa as pontas soltas abrirem ligeiramente para cima ou para o lado e domina apenas uma ou duas madeixas rebeldes com um gancho.

Ficas com um coque que parece deliberadamente desfeito: liso na base, texturizado nas pontas, com uma ligeira elevação no topo que parece caro, não trabalhoso. Essa única torção é a arquitectura secreta que impede o coque de colapsar.

É aqui que muitas de nós sabotamos o visual. Ou atacamos o coque como se estivéssemos a prender um trampolim, ou mal o seguramos e rezamos para que aguente. Ambos os extremos nos traem à hora do almoço. Se apertas demasiado, cada irregularidade, remoinho ou cabelo bebé salta à vista, ficando com ar de “flashback da aula de Educação Física” em vez de chique urbano. Se deixas demasiado solto, tudo escorrega pela nuca.

Sejamos honestas: ninguém faz isto todos os dias, religiosamente.

Numa sessão recente, um cabeleireiro disse-me: “O coque chique não tem a ver com perfeição, tem a ver com controlo. Eu deixo o que quero deixar e arranjo o que quero arranjar. Essa é a diferença entre ‘acordei assim’ e ‘tentei e falhei’.”

Usa isto como mini checklist da próxima vez que estiveres em frente ao espelho com 60 segundos de sobra:

  • Âncora primeiro – Prende sempre a base da argola com ganchos cruzados antes de ajustares quaisquer madeixas.
  • Suaviza a frente – Solta duas secções pequeninas nas têmporas com as pontas dos dedos para um ar descontraído e moderno.
  • Brinca com a altura – Coque baixo para o trabalho, a meio para um brunch, um pouco mais alto para a noite.
  • Respeita a tua textura – Ondulado, liso, encaracolado: não lutes contra ela, enquadra-a. A parte chique é como assenta, não o quão “perfeito” parece.
  • Pára aos 60 segundos – Se mexes mais do que isso, normalmente o coque piora em vez de melhorar.

De remendo rápido a assinatura discreta

Depois de fazeres isto algumas vezes, acontece algo interessante. O coque deixa de ser uma solução de emergência e, aos poucos, torna-se a tua assinatura discreta. As amigas começam a dizer: “Tu tens sempre o cabelo tão bem, mesmo quando estás ocupada.” Vais continuar a ter dias maus, claro. Haverá manhãs chuvosas, cabelo demasiado lavado, o caracol rebelde que se recusa a colaborar.

Ainda assim, o gesto torna-se automático, quase meditativo: juntar, dobrar, torcer, prender, suavizar.

Podes dar por ti a adaptar o truque sem sequer pensar. A acrescentar uma fita de seda nos dias em que te sentes romântica. A trocar o elástico por um scrunchie neutro para evitar quebra. A manter uma bolsinha com quatro ganchos e um elástico em cada mala, como outras pessoas levam bálsamo labial. Algumas noites, vais desfazer o coque a caminho de casa, soltar o cabelo no passeio e perceber como a tua relação com o teu reflexo mudou.

Um coque rápido não vai mudar a tua vida. Mas este pequeno ritual de 45 segundos pode mudar a forma como entras numa sala, como lidas com chamadas de última hora, como navegas essas manhãs apressadas que antes começavam com frustração em vez de leveza.

Ponto-chave Detalhe Valor para a leitora
Base estruturada Argola dobrada + uma torção + ganchos cruzados Garante um coque que aguenta o dia todo sem parecer apertado ou pesado
Emolduramento suave Soltar pequenas madeixas à volta do rosto e evitar escovar em excesso Mantém o visual chique e moderno em vez de severo ou datado
Limite de tempo Manter o gesto todo abaixo de um minuto Evita mexer demasiado no cabelo e transforma o coque num hábito diário fácil

FAQ:

  • Pergunta 1 O meu cabelo é muito fino e os coques escorregam sempre. Este truque vai resultar comigo?
  • Pergunta 2 Posso fazer este coque chique em cabelo acabado de lavar, sedoso?
  • Pergunta 3 Que tipo de ganchos e elástico devo usar?
  • Pergunta 4 Este coque funciona com cabelo encaracolado ou muito crespo?
  • Pergunta 5 Como é que posso elevar rapidamente este coque para uma noite ou evento?

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